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ARQUITETURA PERSONAL + NEUROCIÊNCIA

ARQUITETURA PERSONAL + NEUROCIÊNCIA

Arquitetura personal está muito além da arquitetura acadêmica, é também sobre pessoas. É entender como funciona a mente humana e sua relação com o espaço. E isso é individual, pois cada um percebe e sente de forma diferente, com base em suas experiências de vida e impressões.

A arquitetura não trata apenas de regras, leis e estética, mas também traduz sentimentos. 
A arquitetura precisa ter um papel muito além do que simplesmente criar o belo e funcional, precisa transmitir emoções. Os espaços e obras precisam falar com as pessoas. Ao inconsciente elas dizem algo e transmitem sensações as quais transformarão o seu dia, seja positiva ou negativamente. Se você trabalha em um ambiente com uma iluminação ruim e desconfortável, muitas vezes, nem sabe ao certo o porquê, mas não se sente inserido nesse local, sua produtividade, criatividade e capacidades serão comprometidas ali.

O que a arquitetura tem a ver com a psicologia? Tudo! Psicologia é sobre pessoas e arquitetura é sobre resolver os problemas das pessoas no meio em que elas vivem, trabalham e se relacionam.
O arquiteto precisa entender tanto de arquitetura quanto entender as pessoas. A graduação em Arquitetura cuida da primeira parte e a neurociência da segunda. Ao somar essas duas ciências (modalidades) tem-se um projeto específico para cada pessoa, tem-se a Arquitetura Personal.

Arquitetura personal tem esse papel, o de unir a arquitetura com a  neurociência através das relações pessoais de cada indivíduo ou grupos de indivíduos.  
A neurociência associada à arquitetura personal produz uma influência extrínseca na vida das pessoas. As sensações no ambiente de trabalho irão transformar seu dia positivamente ao influenciar seu subconsciente à produtividade e criatividade, ou negativamente, bloqueando esses mesmos estímulos. O ambiente em casa, até mesmo no caminho de casa, irá estimular o descanso, o relaxamento, a paz ou então, o estresse, a irritabilidade e desconforto.

Já parou pra pensar por que, o que agrada uma pessoa, não agrada a outra? Simples, porque temos experiências de vida, sensações e percepções diferentes. E é isso que dita nossos gostos, como enxergamos e sentimos as coisas.

[...] efeitos de priming, em que seus pensamentos e comportamento podem ser influenciados por estímulos nos quais você não presta a menor atenção, e mesmo por estímulos, dos quais não tem a menor consciência. A moral principal da pesquisa de priming é que nossos pensamentos e nosso comportamento são influenciados, muito mais do que sabemos ou queremos, pelo ambiente do momento [...] (KAHNEMAN, 2011, p. 163, grifo do autor).

O mistério da arquitetura personal é entender qual a angústia, qual o problema do cliente. É ver, sentir e compreender como o ele, para conseguir solucionar seus problemas e anseios com sucesso.

Patrícia Quaresma
Arquiteta e Urbanista 
CAU A46803-7
(47) 99959-2199